Capítulo 13
Era a voz de Amanda.
Isabela olhou na direção do som.
Era Amanda e Pedro.
Ela parou por um instante.
Pedro estava fumando, sem responder.
A distância era grande, e como Pedro estava de costas, Isabela não conseguia ver a expressão
em seu rosto.
Amanda disse:
Na verdade, eu consigo te entender. Eu vi a Sofia algumas vezes, ouvi dizer que ela tem apenas 25 anos, já se formou como doutora na melhor universidade do mundo, e parece que ela também consegue lidar muito bem com os negócios da família. Além disso, ela é bonita, tem personalidade. A sua excelência e brilho são coisas que a grande maioria das mulheres não tem. Ela realmente tem o que te atrair. Mas o problema é que a origem dela não é das mais nobres, Pedro, você tem certeza disso? Você…
Pedro respondeu:
–
Eu sei exatamente o tipo de mulher que eu quero.
Mas Amanda franziu a testa. Embora ela não gostasse de Isabela, também não via Sofia com bons olhos. Queria dizer algo, mas ao ver a expressão de desagrado nos olhos de Pedro, acabou se calando.
–
Você a defende tanto assim. Já que você não quer que eu fale, tudo bem, não falarei mais.
Isabela, ouvindo tudo aquilo, apertava as mãos. O vento da noite fazia sua bochecha doer.
Ela forçou um sorriso amargo, sem ânimo para continuar ouvindo, e se virou para sair.
Assim que ela se afastou, Amanda se lembrou de algo.
-Ah, é verdade. Ouvi dizer que a Isabela entregou a carta de demissão e vai sair da empresa?
Pedro respondeu:
– Foi na tarde de anteontem. Ouvi o Bruno dizer que ela cometeu um erro, e ele ficou bastante irritado. Pedi para ele seguir o procedimento da empresa e demiti–la.
Amanda soltou uma risada.
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Ah, entendi. Quando ela falou sobre isso, parecia que estava saindo por vontade própria. Com o quanto ela é obcecada por você, como ela poderia querer sair assim? Então, ela foi demitida, não foi?
Pedro não respondeu, parecendo que o assunto não tinha nada a ver com ele.
Isabela subiu para o segundo andar e, ao chegar perto do seu quarto, quase esbarrou em Sérgio, que estava indo para baixo.
Ambos se assustaram.
Assim que se recompuseram, Sérgio foi o primeiro a pedir desculpas e perguntou, preocupado:
Você está bem?
Sérgio era a única pessoa da família Santos, além de Teresa, que tinha uma atitude gentil com ela.
Isabela balançou a cabeça, sorrindo um pouco.
Estou bem.
Quando Isabela e Pedro se casaram, Sérgio ainda era muito jovem, e muitas coisas não estavam claras para ele.
Ao longo dos anos, ele sempre achou Isabela bonita e gentil. Depois do casamento, ela nunca se envolveu em brigas com o irmão, sempre sendo paciente e compreensiva com ele.
Se a futura esposa de Sérgio fosse como Isabela, ele com certeza a trataria com todo carinho e atenção.
Por isso, mesmo depois de crescer e entender o que realmente acontecia, ele ainda gostava bastante de Isabela.
Ele percebeu que Isabela parecia um pouco triste, e imaginou que isso tinha a ver com seu irmão. Coçando a cabeça, falou com sinceridade:
– Você é tão boa, meu irmão com certeza vai perceber as suas qualidades, não fique triste.
Isabela hesitou por um momento, mas não queria explicar a situação do divórcio iminente. Sorrindo, respondeu:
– Obrigada, Sérgio.
– Vou descer para beber um pouco de água, já está tarde, você deve descansar.
Isabela sorriu:
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–
Está bem, boa noite.
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Ao voltar para o quarto, Isabela apagou a luz principal e acendeu a luminária de cabeceira antes de se deitar.
Ela tinha acabado de se acomodar quando ouviu os passos de Pedro entrando no quarto.
Isabela abriu os olhos.
Pedro também a olhou, e os dois se encararam.
Isabela o observava.
Se fosse antes, ela se levantaria para pendurar seu terno, depois procuraria com alegria o pijama para ele e até iria ao banheiro preparar a água do banho…
Mas agora, ela não tinha intenção de sair da cama. Em vez disso, fechou os olhos lentamente.
Pedro, embora não prestasse muita atenção em Isabela e desprezasse seus cuidados cotidianos, logo percebeu a diferença no comportamento dela.
A frieza que ela demonstrava agora era algo completamente novo para ele, e ele ficou surpreso.
Porém, achando que ela estava apenas fazendo um “pouco de birra“, ele não se importou com a atitude dela.
Nem sequer se perguntou o motivo de seu comportamento, e com indiferença, disse:
— Já resolvi a matrícula da Ana, amanhã de manhã você leva ela para a escola.
–
Isabela respondeu:
– Entendido.
–
Pedro não disse mais nada e se virou, indo até o closet pegar suas roupas para o banho.
Esse era o jeito dele de tratá–la.
Isabela observava as costas de Pedro, pensando no divórcio e se perguntando quando poderiam finalmente formalizar a separação.
Mas sabia que, com tantos compromissos e a natureza dele, se ele resolvesse dar andamento a tudo, não precisaria de sua pressão para tomar a iniciativa.
No fim das contas, ele era o que mais queria o divórcio.
Por isso, nos últimos dias, ela tinha se mantido tranquila, aguardando por ele sem fazer nenhum tipo de cobrança.
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Foi então que o celular de Pedro tocou.
Isabela percebeu que ele atendeu e, ao ouvir o tom da sua voz, percebeu a diferença no jeito com que falava.
A voz dele estava suave, gentil, completamente diferente do que usava quando falava com ela.
Ela não teve dúvidas: do outro lado da linha era Sofia.
Enquanto refletia sobre isso, Pedro, aparentemente já satisfeito com o que ouviu, soltou a maçaneta do armário e disse:
Vou para aí agora.
E, sem nem olhar para trás, saiu rapidamente do quarto.
Isabela não o chamou. Apenas o viu sair.
Pouco tempo depois, ouviu o som do carro indo embora.
Pedro deixava a Mansão dos Santos.
Isabela fechou os olhos, apagou a luz com calma e se deitou para dormir.
No dia seguinte, bem cedo, por volta das seis da manhã, Isabela acordou.
Como precisava levar Ana à escola, não teve como dormir até mais tarde.
O quarto estava silencioso, apenas com ela. Pedro não havia retornado na noite anterior.
Isabela já não se importava mais.
Com expressão serena, olhou para o relógio, percebeu que Ana ainda não havia acordado e foi até o quarto da filha.
A porta estava trancada.
Isabela então bateu, com leveza, na porta.
Depois de um bom tempo, Ana finalmente abriu.
Ao ver a mãe, a garota franziu os lábios, demonstrando irritação.
Mãe, por que bateu tão forte na porta? Está me dando dor de cabeça.
Ela tinha contado à tia Sofia sobre o que aconteceu na noite anterior. Embora Sofia tivesse dito que, por ser sua mãe, era natural que fosse Isabela a levar Ana para a escola, a tia parecia triste e decepcionada.
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Isso deixou Ana com uma sensação de culpa.
Durante a noite, ela teve vários pesadelos.
Agora, acordando com a mãe, sua irritação aumentava. Ela ainda não conseguia lidar com tudo aquilo.
Isabela observou enquanto Ana fazia birra, mas não ficou irritada. Com calma, ela disse:
– Aqui é longe da escola. Se você não se levantar logo, vai perder a hora.
Se não fosse por Sofia, Ana não teria nem vontade de ir para a escola. Ela resmungou, mas não respondeu.
Embora fosse teimosa, ela sabia que não poderia ser assim com a escola.
Deitada na cama, ela disse, incomodada:
– Tá bom, já sei.
Ela ficou mais um tempo deitada sem se mexer, até olhar para Isabela e dizer:
– Mãe, você pode me apertar a pasta de dente?
Isabela respondeu:
Hum.
Depois que Isabela entrou no banheiro, Ana pegou o celular e enviou uma mensagem de bom dia para Sofia. Só depois disso é que entrou no banheiro e pegou a escova de dentes, já com a pasta que Isabela havia colocado, para escovar os dentes.
Isabela, já com uma toalha bem quente, torceu ela e a entregou para Ana, para que ela pudesse se enxugar quando terminasse de escovar os dentes.
Isabela abriu o guarda–roupa, olhou para as roupas e perguntou:
–
– Qual roupa você vai querer vestir?
Ana olhou para as opções e respondeu:
–
Mãe, eu consigo me trocar sozinha. Pode sair, por favor?
Isabela fechou o guarda–roupa e disse:
-Tudo bem.
Assim que Isabela saíu, Ana pegou as roupas que trouxe de casa no dia anterior. Era um look superestiloso que a tía Sofia tinha escolhido para ela.
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Hoje, ela ia usá–lo para torcer pela tia Sofia!
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