Capítulo 15
Nina tinha uma aparência doce e fofa, e seu visual combinava perfeitamente com sua idade; qualquer pessoa que a visse não podia deixar de sentir vontade de abraçá–la e mímá–la.
Nina não era feia nem repulsiva.
Ela também cresceu sendo sempre elogiada.
Mas essa foi a primeira vez em que alguém lhe disse algo assim.
Imediatamente, Nina ficou tão triste que começou a chorar, e não parava de se agarrar a Isabela.
Isabela a abraçou rapidamente e tentou confortá–la:
Não é isso, Nina, você não é nada disso, pelo contrário, é linda e encantadora. Não é assim que você se vê também?
Ao ouvir isso, Nina se acalmou um pouco, mas antes que pudesse dizer algo, Ana, ao ver Isabela ainda abraçando Nina e elogiando sua beleza, logo teve os olhos cheios de lágrimas. (1)
-Eu não gosto mais de você, não quero mais que você seja minha mãe!
E, dizendo isso, Ana tentou sair correndo.
Isabela rapidamente a segurou.
Que ela xingasse Nina, Isabela não esperava.
Embora estivesse irritada, ela não queria repreender Ana na frente de todos e fazer com que ela se sentisse envergonhada.
Isabela a abraçou, deu–lhe um beijo e falou:
– Calma, não fique tão brava…
Ana estava furiosa, mas ao sentir o beijo de Isabela, metade da raiva se dissipou. Porém, seu coração se encheu de mais tristeza, e de repente, ela começou a chorar, exigindo, de forma exagerada:
—
– Então, você não pode mais abraçar ela, nem dizer que ela é fofa!
Agora Isabela entendeu o motivo de Ana estar tão chateada.
Ela percebeu que Ana estava com ciúmes de Nina.
Embora Ana tivesse dito que não queria mais Isabela como mãe, ela não gostava de ver outra
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pessoa disputando a atenção de Isabela.
Isso fez Isabela achar a situação até um pouco engraçada.
Ela não concordou com o pedido, mas beijou Ana novamente, tentando acalmá–la. Em seguida, afastou as duas de onde estavam, saindo para um canto mais tranquilo, longe da multidão.
Ana aproveitou a oportunidade para empurrar Nina para fora dos braços de Isabela.
Nina tinha um temperamento bastante calmo; apesar de gostar muito de Isabela, não sentia um desejo tão forte de ser exclusivamente sua.
Além disso, Ana parecia um pouco assustadora para ela, e Nina sentia um certo receio de sua reação.
Isabela, abraçando Ana, falou suavemente:
que
Ana, eu sei
você está chateada, mas cada pessoa tem um gosto diferente. Você pode gostar de ser “cool” e “descolada“, mas tem quem prefira um estilo mais doce e fofo. Você não pode, por causa da opinião dos outros, dizer que alguém é feio ou repulsivo. Devemos respeitar os gostos e as preferências de cada um. Você consegue entender o que estou dizendo, não é?
Isabela sabia que sua filha era, na verdade, muito inteligente.
O que ela dizia, outras crianças talvez não conseguissem entender, mas Ana sempre compreendia.
E de fato, Ana entendeu o que Isabela havia dito.
Ela sabia que o que fez não estava certo.
Mas, ao mesmo tempo, ela não suportava ver Isabela abraçando outras crianças e sendo gentil com elas.
Com os lábios cerrados, ela ficou em silêncio.
Isabela, com ternura, acariciou seus cabelos e, tirando um lenço, delicadamente enxugou suas lágrimas.
Não tem problema errar, o importante é corrigir. Mas, a partir de agora, você não pode mais falar assim dos outros, está bem?
Vendo a gentileza de Isabela, o coração de Ana se acalmou um pouco. Ela se aninhou nos braços de Isabela, segurando o choro e, com um suspiro, assentiu:
–
Eu sei.
Isabela sorriu, beijou sua bochecha e, então, se virou para Nina:
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Nina, ela é a Ana, minha filha. Ela já entendeu o erro dela. Você a perdoa?
Nina sentia um certo receio de Ana, mas Isabela estava sendo tão gentil que ela, que gostava tanto de Isabela, logo assentiu com um sorriso tímido:
– Sim, eu a perdoo.
Obrigada, Nina. — Isabela sorriu novamente, com suavidade, e então olhou Ana, o que você deve fazer agora?
Ana levantou o olhar de dentro do abraço de Isabela e disse, com voz suave:
Desculpa.
Nina sorriu de forma tímida e, com uma expressão meiga, respondeu:
Não tem problema…
para a filha.
–
Com o mal–estar finalmente resolvido, Isabela relaxou e, com as duas crianças ao seu lado, as conduziu até a sala de aula.
Quando o professor levou Nina para dentro da sala, Isabela se agachou para olhar nos olhos de sua filha e disse, com carinho:
Está tudo bem agora, Ana. Vá para a sala, tá?
Ana não era do tipo que se sentia envergonhada ou receosa por ter sido observada enquanto brigava com alguém. Ela não hesitou e foi diretamente para o local com confiança.
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