12- Virá atrás de mim.
Ainda não dormiu? Ele disse.
A voz de Edgard mexia com Alana, era uma voz grave e naturalmente sedutora.
Ainda não, estou pensando, preciso pegar minhas coisas, documentos, perdi meu celular, preciso comprar outro. Onde estão suas coisas?
Na casa do meu pai, eu também tenho um trabalho, preciso voltar.
Você não precisa trabalhar, posso sustentar você.
– Você está levando isso a sério? Isto é um engano!
Não, não é! Está no papel, o que irão pensar de mim se minha mulher estiver trabalhando, onde mesmo você trabalha?
-Sou gerente em uma floricultura. Ela disse, orgulhosa.
– Não deve ganhar muito. Ele disse um pouco esnobe.
E não dá para ter uma casa como a sua. Ela disse fechando a cara.
– Posso providenciar documentos novos para você, não precisa voltar lá, parece–me que você não foi bem recebida
lá.
Quem te disse isso? Tenho olhos em todos os cantos dessa cidade, sou Edgard Curioni.
– Não importa quem você é, não pode ficar bisbilhotando minha vida e ainda assim irei.
– Não vai! Ele disse aumentando o tom da voz.
– Não tenho medo de você! Ela disse, se levantando e colocando a escova de cabelo sobre a penteadeira de madeira
–
– Porque estou em uma cadeira de rodas? Acha que porque estou nesta cadeira de rodas não sou digno de respeito?
Eu não disse isso! Ela se sentiu um pouco culpada.
– Não importa o que você pensa ou acha, não vai sair daqui. Ele disse tirando a camisa.
Quando viu o peito forte e ombros largos de Edgard, Alana ficou muda e se perdeu no que ia dizer.
– Você…. você não pode me manter aqui pra sempre. Ela disse por fim, quando se virou para não olhar para o corpo dele, suas bochechas queimavam.
–
Saia! Ele disse.
Como é? Ela não estava entendendo.
– Vou tomar banho e não quero você me espiando.
Oras porque eu faria isso? Ela perguntou indignada.
– Agora pouco quase me engoliu com os olhos! Ele disse, sério, para provocá–la.
Ora veja, é um absurdo! Ela disse brava.
–
Vamos ou vou me despir na sua frente.
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15 Vidade de nis
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Não seja desavergonhado!
Kakakakaka, cinco anos com seu noivo e está fingindo ser pura agora?
Não é da sua contal Ela salu irritada, até se esqueceu que estava apenas de camisola.
Encostada na porta ela ouviu quando a porta foi trancada com a chave.
Irritada ela nem pensou em como ele sairia da cadeira e tomaria banho sozinho.
Ela caminhou até o final do corredor, onde tinha uma grande janela que dava para o jardim da casa, foi de lá que Edgard ficou observando a mais cedo.
Um tempo depois Edgard salu com a cadeira, vestindo um pijama, Terminei, você pode voltar.
A34
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Não, acho que dormirei em um dos quartos de hospedes. Ela disse.
– Ah, mas não vai mesmo! Ele disse puxando–a para seu colo e acionando a cadeira para o quarto.
Me solte! Ela tentava sair.
Cale se, vai chamar a atenção de toda a casa. Ele disse.
Então, ela ficou quieta, não queria passar por mais aquele vexame, já tinha passado por muitos ultimamente.
Na casa dos Veronese Luiza e Leticia estavam contentes, desde que Enzo “expulsou” Alana, ela não voltou, mas ele não estava feliz, o fato do casamento não ter acontecido e Rodrigo ter vindo atrás de Alana e ela não estar lá a sua espera, o colocou em uma ” saia justa“.
Rodrigo depois que Edgard apareceu com Alana em sua casa dizendo que eles agora eram marido e mulher, estava
possesso.
Ele passou o dia remoendo aquilo até se esqueceu de Michele no hospital. 1
Seu telefone tocou e era Enzo.
– O que você quer? Sua filha desavergonhada abandona um noivado de cinco anos e se casa com o primeiro que encontra em sua frente? Ele berrou assim que atendeu o telefone.
– É um engano! Alana não se casou, ela fugiu da porta da igreja, ela esteve aqui e eu briguei com ela para que te
procurasse.
– Ela esteve aquí com seu marido, você sabia o tempo todo! Queria outra pessoa para fazer negócios é só isso que pensa! Rodrigo acusou Enzo.
– Não sei do que está falando, achei que ela o havia procurado, pois não deixei que ficasse aqui.
Não foi o que aconteceu, esqueça nossa cooperação.
-Ainda tenho Leticia, ela o ama. Enzo disse.
Esqueça! Disse Rodrigo desligando.
Enzo ao ouvir que a chamada foi encerrada estava furioso e sem entender nada.
Naquele dia Alana chegou em casa molhada, ferida e toda suja. “Ela estava fugindo de alguém?“. Questionou–se.
Eu a expulsei e ela voltou para essa pessoa!“. Ele pensava enquanto caminhava até o escritório e tentava entender.
De manhã Edgard, Alana e Antoni tomavam café da manhã como uma família.
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- Virá atrás de mim
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Edgard tinha que admitir, Alana eta uma mulher agradável, bem melhor que a tal Sofia Panini, mas ele não sabia o que estava se passando na mente de Alana.
Bom vou subir para vocês conversarem tranquilamente. Ea disse.
Edgard a observou subindo a escada.
Pai e filho saíram para o jardim falaram sobre negócios e Antoni disse que ja embora, ele estava fazendo tratamento, não podia se ausentar por muito tempo, mas tinha que ver com os próprios olhos se Edgard tinha mesmo se casado.
Edgard não insistiu para que ele ficasse, não gostava muito de visitas, mesno a de seu pai.
Alana se trocou procurando uma roupa mais discreta e enquanto Edgard estava no jardim com seu pai, ela saíu pela porta da cozinha e deu a volta na casa por meio dos arbustos se escondendo.
Ela se escondeu perto do portão para quando este se abrisse ela sair.
Edgard a proibiu de sair, mas ela precisava voltar a sua casa tinha coisas que ela precisava pegar.
Ela ficou ali até que viu um carro saindo.
Quando ele passou pelo portão ela esperou um tempo para que sobrasse uma brecha suficiente para que passasse e não fosse vista, quase não conseguiu passar.
Ela correu se esgueirando atrás das pequenas àrvores da estrada e andou de pressa.
No caminho ela ia pensando em como iria voltar e se devia mesmo voltar.
Quando pegasse suas coisas, poderia tirar um dinheiro, alugar um quarto e voltar ao trabalho.
Depois caiu em si. “Não! Terei que sair da cidade, Edgard virá atrás de mim“. Ela concluiu.