18- Abra a porta.
Edgard olhou, pela primeira vez, com o cenho cerrado para Anita, ele estava bravo, mas não disse nada, deixou a jarra sobre a mesa e foi para o elevador.
Ele entrou no quarto, mas Alana não estava lá, então ele foi até o quarto do fim do corredor, quando foi abrir a porta ela estava trancada.
–
– Abra a porta. Ele pediu.
Não obteve resposta.
Alana estava no banheiro, tirou o vestido e ligou o chuveiro la banheira com água fria e entrou nela.
Suas mãos, parte de seus braços e parte de suas coxas estavam vermelhas por causa da sopa quente, a pele queimava, só alíviava quando estava em contato com a água fria.
Alana ouviu Edgard chamar, mas não respondeu, estava chorando, não queria vê–lo, aquilo era culpa dele, não era para ela ter descido, não era para estar ali.
Estava deprimida, perdeu as rédeas de sua vida, vivia para fazer as vontades dos outros.
–
– Abra a porta, vou chamar um médico, deixe–me entrar! Ele insistiu, já estava ficando irritado, ele não costumava pedir, ele era o que ordenava.
– Ela deve estar envergonhada, deixe–me tentar. Disse Margarida, depois da confusão ela veio ver como Alana
estava.
Ela sabia que Alana havia sido forçada a se casar com Edgard, ela também o conhecia e sabia que a relação entre os dois não seria fácil.
–
Senhorita, sou eu Margarida, abra para que possa te ajudar, trouxe uma pomada. A senhora disse.
Alana ouviu a voz da senhora, mas sabia que Edgard também estava lá, então não respondeu, ela só queria ficar ali em silêncio com suas dores, como sempre.
Enquanto estava na banheira, a vida de dores de Alana passava em sua mente como um filme, todas as vezes que a madrasta injustamente lhe bateu ou puniu por traquinagens de Letícia.
Seu pai, que deveria defendê–la, ficava sempre do lado de Luiza e Letícia.
Ele achava que pelo fato dela ser sua filha, deveria concordar e aceitar as humilhações e por gratidão por ele cria- la e por muito tempo ela acreditou nisso.
O mesmo aconteceu com Rodrigo, ele não a respeitava pois achava que ela o amava a ponto de se sujeitar a qualquer coisa.
Ele estava certo, por muito tempo ela se sujeitou às humilhações, espera–lo enquanto ele estava com Michele, ou sabe–se lá com quem mais, qualquer um era mais importante na vida dele do que ela.
As lágrimas de Alana se misturavam à água da banheira.
Era por causa dessas pessoas que ela estava ali, na casa de um estranho, sendo tratada como um objeto que pode ser quebrado, remendado e depois jogado fora quando não tiver mais serventia.
Alana sempre lutou, mesmo sendo filha de alguém com posses, começou a trabalhar cedo, estudou, mas não pôde ir para a faculdade, seu pai a impediu.
Ela trabalhava na floricultura há muito tempo, começou como vendedora, quando ainda era uma pequena lojinha,
1/3
+25 BONUS
18- Abra a porta
com seu carisma a loja foi crescendo, ela havia se tornado a gerente da loja, tirou férias para se casar, em alguns dias ela precisava voltar, mas Edgard disse que ela não voltaria,
Na porta do quarto Margarida e Edgard esperavam que ela abrisse a porta, mas nenhum sinal vinha de dentro.
Me traga a chave extra, disse Edgard.
Não senhor, deixe–a. Ela precisa de um tempo. Margarida o convenceu.
Relutante Edgard deixou a porta do quarto com Margarida
– Vou pedir para trazer seu jantar. Ela disse.
Não, não estou mais com fome.
– Entendo, o que vai fazer com Anita? Devo mandá–la de volta?
– Ela está estudando, não está? Deixe–a, apenas a mantenha na cozinha, não quero ela andando pela casa. Edgard disse, entrando em seu quarto. 3
Na cozinha, Anita estava aflita, Edgard poderia mandá–la de volta para a casa de sua mãe.
Quando sua tia entrou na cozinha, ela correu até ela.
Tia não fiz por mal, foi um acidente, confie em mim, ela quer me incriminar, não é? Ela quer que Edgard me mande de volta.
Shiiit! Do que você está falando? Ninguém disse nada. A partir de hoje você não deve circular mais pela casa, seu serviço é na cozinha e no quintal.
Mas sou eu quem….
– São ordens do senhor Edgard, se comporte e fique longe de sua esposa, entendeu? Ele foi generoso deixando você ficar.
– Ela é uma cobra! Correu em me incriminar! Foi um acidente. Ela chorava enquanto falava.
– Não seja injusta, ela não disse uma palavra, fique longe dela. Margarida a avisou.
Edgard estava frustrado, Alana não obedecia e agora estava lá, com queimaduras, trancada no quarto. Ele queria colocar aquela porta a baixo.
Alana estava na banheira, seus olhos imersos em lágrimas, dor, humilhação e abandono. Estava pensando o que havia feito para ser tratada dessa forma?
Ela sempre tentou ser educada e gentil com todos, desde o início quando Luiza chegou grávida em sua casa ela a maltratava, seu pai, que antes era bom se tornou apático para suas dores, pouco se importando com o que ela estava passando.
Rodrigo sempre foi amado por ela, que se dedicou ao relacionamento esperando–o, sendo compreensiva, mesmo quando estava magoada.
Para Michele, ela sempre foi uma boa amiga, desde a época de escola, ajudava–a nas tarefas, trabalhos.
Quantas vezes deixou suas coisas para acompanhá–la onde ela queria ir.
A verdade é que ela se anulou para agradar a todos e agora estava ali, praticamente foi sequestrada e ninguém se importou, ninguém quis saber como ela havia parado nas mãos de Edgard.
Seu corpo estava fraco, estava sem comer direito, se sentiu sonolenta e com frio, mas não quis sair da banheira para não enfrentar as dores da queimadura.
3
18- Abra a porta.
Logo que o dia amanheceu Edgard foi até o quarto onde Al
Alana? Abra essa porta! Ele disse irritado.
Bateu com mais força, seu coração já estava acelerado. “Cc
Edgard desceu e pediu a chave sobressalente para Margari gola alta e calça pretas, os olhos de Anita brilharam, ele fic
- Abra a porta.
+25 BONUS
Logo que o dia amanheceu Edgard foi até o quarto onde Alana estava, bateu na porta e não obteve resposta.
– Alana? Abra essa porta! Ele disse irritado.
Bateu com mais força, seu coração já estava acelerado. “Como ela pode ser tão irritante! ” Ele pensou.
Edgard desceu e pediu a chave sobressalente para Margarida, quando ele entrou na cozinha vestindo uma blusa gola alta e calça pretas, os olhos de Anita brilharam, ele ficava lindo com aquela roupa.
25 BONUS
19–Imagem triste.