21- Me conte sobre você!
– Isso não tem nada a ver com você, apenas me deixe ir.
Não vai sair daqui. Ele disse se virando para sair.
-Se eu ficar você me deixa voltar ao trabalho? Ela perguntou antes que ele passasse pela porta.
Vai depender de você! Comece voltando para men quarto!
Alana se levantou num pulo e foi atrás dele.
– O que isso tem a ver? Temos um acordo isso não inclui ter que ficar com você!
– Parecer minha mulher! Ou você não consegue ficar perto de mim sem me agarrar?
– Oras você é um patife! Ela disse avançando nele.
Edgard, como um gato, segurou o braço dela e a puxou para seu colo, ele a beijou enquanto ela se debatia tentando se soltar.
Margarida estava subindo a escada quando ia entrar no corredor, viu os dois se beijando, voltou rápido para trás, ela ia avisar do jantar, mas este podia esperar.
As forças de Alana estavam sumindo e o mesmo calor da outra vez começou a invadir seu corpo.
Edgard não queria ter um romance, mas isso não o impedia de satisfazer suas vontades.
De repente Alana voltou a si, tentou sair, mas ele a prendia em seus braços, ela começou a chorar e a pedir por favor.
A excitação de Edgard foi embora quando sentiu as lágrimas molharem suas mãos.
Ele então a soltou, ela quase caiu.
– Venha para o quarto e jantaremos juntos, não me faça esperar! Ele disse de forma direta.
As pernas de Alana estavam bambas, ela se escorou na parede, sempre que discutia com ele, de alguma forma, acabava em seus braços sendo beijada, era melhor obedecer.
Alana ajeitou os cabelos e limpou os lábios com as costas das mãos, passo a passo ela entrou no quarto e viu Edgard no banheiro estava sem a camisa, suas costas eram fortes e largas.
Ela ficou olhando inconscientemente, mas quando percebeu se virou.
Edgard foi fechar a porta do banheiro e a viu de costas para a porta do banheiro um sorriso malicioso passou em seus lábios.
Ele encheu a banheira e entrou dentro.
Alana? Está aí? Preciso de ajuda.
Alana o ouviu chamar. – Quer que chame Luigi?
– Não, você pode me ajudar.
Nervosa ela se aproximou da porta do banheiro, abriu tentando desviar os olhos dele.
O que você precisa? Ela disse sem olhar para ele.
Meu roupão, eu o esqueci. Ele disse fingindo seriedade, mas por dentro estava se divertindo ao vê–la corada e
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sem jeito. “Não é possível, que em um namoro de cinco anos ela nunca tenha visto aquele idiota“. Pensou ele.
Vou pegar, já volto. Ela disse, educada.
Logo Alana voltou com um roupão azul marinho nas mãos,
– Abra–o. Ele disse.
Ela se aproximou da banheira, a água escorria pelo peito dele, deixando os pelos de seu peito e abdome lisos e colados a pele.
O coração dela estava acelerado e suas mãos suando. Era tão desconcertante.
Edgard fez força na barra de apoio e sentou à beira da banheira, ela correu e colocou o roupão sobre seus ombros.
– Obrigado, agora pode ir. Ele disse.
Ainda sem jeito ela o deixou sozinho.
Em pouco tempo ele saiu vestindo uma calça preta e uma camiseta branca de pijama.
Alana não conseguiu evitar de admirá–lo, ele era muito mais atraente e bonito que Rodrigo.
– Você deve estar com fome, vamos comer
Não sei se devo descer. Ela estava com medo por causa do episódio do dia anterior.
Não se preocupe, Anita está proibida de circular pela casa, é apenas uma garota impulsiva. Ele disse seguindo para a porta.
Ela não sabia porque, mas se sentiu incomodada com o fato dele defender Anita, era obvio que ela jogou a sopa nela de propósito, ela não a conhecia, mas sabia que aquilo não foi um acidente.
Os dois foram servidos por outra empregada da cozinha.
Alana comeu um pouco.
– Precisa comer melhor e não pular as refeições. Ele disse.
– Vou tentar. Ela disse sem pretensão.
– É uma ordem, não quero que fique doente. Ele disse colocado em seu prato um pedaço de bistecca alla fiorentina.
Envergonhada Alana tirou um pedaço da carne e colocou na boca.
Edgard viu seus olhos verdes sorrirem, ele ficou contente. Ela ficava ainda mais linda quando estava relaxada.
– Você sempre viveu aqui? Ele a ouviu perguntar. 1
–
Não, fui criado na Suíça, estou a pouco tempo na cidade.
– Deve ser lindo lá. Ela disse amistosamente.
Sim é, podemos ir se você quiser.
Ela o olhou, com seus grandes olhos brilhantes, desconfiada.
– Estou falando sério. Ele disse, limpando o canto da boca com o guardanapo.
Alana não disse nada, achou que ele estava apenas brincando com ela, resolveu acompanha–lo na brincadeira.
Depois que terminou o jantar ela começou a juntar a louça.
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21–Me conte sobre você!
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– Deixe isso, não há necessidade. Ele falou–lhe.
A princípio ele pensava em colocar Sofia para trabalhar, ele disse a Luigi que iria educa–la, mas estes dias com Alana e depois de ver seu histórico de vida, achou que não devia fazer isso com ela, não havia necessidade. 1
Alana então deixou a louça empilhada sobre a mesa e segui em direção a escada.
Vou tomar um vinho, não quer se juntar a mim? Ele disse ela.
Oh! Não posso beber, mas fique à vontade. Ela disse, aproveitou o fato de estar tomando medicamentos para não ter que ficar ao lado dele. 1
– Venha é uma ordem, se junte a mim, vou pedir um chá para você. Ele disse seguindo para a sala.
Alana se viu encurralada não queria começar uma nova discussão, então o seguiu e se sentou na poltrona a sua frente.
– Me conte sobre você! Disse ele, pegando o decanter e derramando o liquido vermelho tinto em uma taça. Com graça ele girou a taça sentiu o aroma do vinho e quando levou aos lábios o saboreou de forma maliciosa. Alana que assistia hipnotizada, engoliu seco quando viu o pomo de adão de Edgard subir e descer.
– Está uma noite muito bonita não acha? Ela o ouviu dizer, tirando–a do estado que estava.
Alana piscava desconcertada, isso a irritava, porque ficava assim diante de Edgard?
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22- A reunião.