- Edgard e Giovana se leham
23- Edgard e Glovana se beljam.
Alana acordou e não viu Edgard, tomou o café sozinha, quando quis sair para o quintal um guarda costas a viglava de perto, como estava se sentindo incomodada, voltou para a casa.
Ela estava procurando um livro na estante quando Anita se aproximou dela.
– Edgard não quis te levar para Florença? Você sabe que só está aquí para que ele continue como chefe do clã, não sabe?
Alana a olhou com curiosidade e disse, sem dar–lhe muita importância. O que você tem a ver com isso?
Edgard é um bom homem, eu o amo e você só está aqui por dinheiro.
– O que você sabe? Não julgue o que você desconhece. Alana disse tirando um livro se virando para sair.
– Isso não vai ficar assim! Ele vai ver quem você é realmente, não adianta tentar seduzi–lo.
Alana a olhou com olhos complicados. Não tenho intenção.
Alana se virou para ir embora, mas Anita puxou seus cabelos, Alana soltou o livro no chão para se soltar.
-Me solte, o que pensa que está fazendo.
Você tem que ir embora, só é uma oportunista! Anita disse com raiva.
Da cozinha Margarida ouviu barulhos na sala, e por um instante achou que uma das vozes era de Anita. Ela correu e a viu com as duas mãos envolvidas nos cabelos de Alana.
– Solte–a! Perdeu o juízo? O que está fazendo? Margarida correu até as duas forçando a sobrinha a soltar Alana.
– Ela me provocou! Anita disse, apontando para Alana.
S
Alana ia responder, mas achou que não valia a pena, se abaixou pegou o livro e subiu a escada, seu couro cabeludo estava dolorido e as unhas de Anita tinham ferido sua mão, por ela queimada.
Alana entrou no quarto, trancou a porta, e ficou lá em silencio. Se sentia exausta, sem ânimo para discutir só queria sumir.
Edgard não apareceu e também não deu notícias.
Dona Margarida queria falar com Alana, mas da forma que a viu sair, achou melhor dar um tempo.
Quanto a Anita agora iria para a escola e não entraria mais na casa, nem na cozinha, isto a deixou ainda mais frustrada.
Depois da reunião Edgard foi almoçar com seu pai e outros membros do Clã.
Porque não trouxe sua esposa? Um deles perguntou.
– Ela está se recuperando, esteve indisposta estes dias.
– Hum, será grave? Outro perguntou. 1
– Agradeço a preocupação de todos, mas ela está bem, apenas achei que a viagem seria cansativa e desnecessária para ela, não faltará oportunidade para vocês conhece–la.
Já era tarde da noite quando Alana saiu do quarto e desceu as escadas, estava tudo escuro na casa só lá fora havia alguns pontos de luz das arandelas.
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23- Edgard e Giovana se beijam.
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Ela olhou bem para a porta, voltou para seu quarto e juntou o que era seu, apenas as poucas joías que era de sua mãe, e seu caderninho de anotações. Desceu novamente as escadas com pressa.
De frente para a grande porta, parou, não tinha certeza se ia ou ficava. Por fim levou a mão na maçaneta devagar e puxou a porta, estava aberta.
Abriu somente o suficiente para passar, caminhou depressa se esquivando entre os arbustos e seguiu rente a cerca que fazia fronteira com o bosque.
Conseguiu sair na estrada, caminhou depressa.
Era madrugada ela podia ouvir os galos cantando ao longe, quando chegou a floricultura onde trabalhava, havia uma chave, sua, escondida numa fresta perto da janela, na parte de trás do pequeno imóvel.
Ela abriu, entrou, ligou o aquecedor, estava frio e se sentou na pequena poltrona de sua sala.
Alana se encolheu no pequeno sofá, pegando no sono logo em seguida.
Em Florença, haviam se passado tres anos desde a última vez que Edgard enfrentou Giovanna cara a cara. Hoje, sua atitude diante dela é de indiferença, mas ele não é tão indiferente em seu coração.
Giovanna não acreditava que o casamento de Edgard fosse real, ela o conhecia, sabia que ele foi magoado por ela e isso o deixaria com raiva de qualquer outra mulher que tentasse se relacionar com ele.
Além disso, ela estava convencida de que ele ainda a amava ela acreditava nisso.
Edgard entra em seu quarto na mansão florentina, estava cansado de lidar com os assuntos da empresa e problemas familiares, tudo passava por ele.
Ele ainda tinha que estar sempre alerta e um passo a frente de seu tio Giancarlo e Jácomo. (1)
Logo após tomar banho, houve uma batida na porta.
Ele saiu apressado do banheiro, sem camisa, sentou–se em sua cadeira e enquanto enxugava seu cabelo com uma
toalha.
Entre! Ele disse, não sabia de quem se tratava, mas achou que era seu pai.
Giovana entrou e encostou a porta.
– O que faz aqui? Ele perguntou a ela, indo em direção a cama para pegar uma camiseta que estava sobre ela.
– Não me trate assim Edgard, não somos inimigos. Ela disse se aproximando dele.
Também não somos amigos.
– Não mesmo! Nunca poderemos ser somente amigos. Ela disse isso se sentando no colo de Edgard, que foi pego de surpresa.
Desça agora! Ele disse tentando tirá–la.
– Não! Você me ama, você disse isso hoje, você ainda sente falta de nós dois.
Ela segurou o rosto dele, e o beijou. Edgard levou as mãos na cintura dela e retribuiu o beijo, ainda era o mesmo beijo, mas ele a empurrou em seguida.
Seu noivo está lá fora, sou apenas um aleijado.
Não é! Sei que não é! Você é o chefe dessa família.
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23 Edgard e Giovana se begam
– E isso tem um grande peso para você, não é? Ele disse com sarcasmo.
Não é bem assim.
– Claro que que não. Ele disse sendo irônico. – Vá não quero problemas com Jácomo!
– É por causa dele? Eu e ele não somos como eu e você.
–
Não quero saber da sua vida particular, nada disso tem a ver comigo. Você fez sua escolha.
– Você não me deu chance de explicar, achei que estivesse morto.
Sim! E rapidamente você se aconchegou nos braços dele! Quando eu voltei, ainda assim você ficou com ele, pois eu era um aleijado. Edgard disse com indiferença.